Romântica Anônima: Capítulo 2 – Simples assim?

Ensino médio

Era o seu primeiro dia na nova escola e ela estava atrasada. Esqueceu—se que o carro estava quebrado e que sua mãe sairia mais cedo que de costume por causa de umas encomendas que precisava receber. Na verdade, o seu sono se esqueceu de todos esses detalhes.

Dessa vez não tinha nem Samantha para salvá-la com uma carona como sempre fazia. A amiga iria diretamente da casa do pai para a escola. Nessas horas que deveria ter aceitado ir passar o fim de semana com os dois divertidos Adams.

O pai de sua melhor amiga poderia ser tão louco quanto ela, mas jamais deixaria com que ela se atrasasse para a escola. Grant Adams tinha pavor de sua ex-esposa arrumar qualquer desculpa para ficar com a guarda total de sua única filha, portanto quando o assunto era sério como a escola, ele adotava a pose de pai extremamente responsável. A elas, ele não enganava, mas como ele só precisava convencer a Linda…

Às vezes Karina queria que seu pai fosse mais presente emocionalmente, fazendo um fim de semana de pizza e jogos do tabuleiro, do que presente financeiramente, mandando o dinheiro para comprar pizza e jogos de tabuleiro. Não podia nem culpar a distancia do pai por estarem literalmente distantes devido aos estados diferentes que moravam, com a invenção do celular e do computador, só ficava sem se comunicar quem queria. No primeiro ano de divórcio de seus pais, Karina até pensou que toda essa distância fosse por ter escolhido morar com sua mãe, Donna, entretanto Samantha fez com que ela enxergasse que o pai esteve distante em toda sua infância e que, embora ela amasse Paul, ter feito uma escolha diferente não teria mudado em absolutamente nada o comportamento do pai.

Uma das poucas vezes que Karina teve um pouco da atenção do pai depois do divórcio, foi quando Paul recebeu a notícia de que não iria mais precisar pagar a escola particular em que a filha estava estudando por ela ter sido expulsa.

Karina não era uma garota problema. Desde pequena possuía muita dificuldade em fazer amigos por causa de toda timidez. Sempre que as crianças lhe dirigiam a palavra seu cérebro entrava em curto-circuito e ela balbuciava algumas coisas completamente indecifráveis. Isso fazia com que as crianças se distanciassem dela e, muitas vezes, a tornava motivo de chacota. Por causa disso Karina sempre preferiu ficar em seu canto.

Aos 12 anos, quando se mudou para Nova York, as coisas não mudaram muito. Era uma cidade nova, com crianças novas. Todo o pequeno progresso que teve em conseguir conversar com alguém nem que fosse por um minuto foi perdido. As crianças da escola nova eram mais cruéis. Além de tirar sarro da dificuldade em se expressar de Karina, elas também tiravam sarro de sua miopia. Constantemente roubavam seus óculos, somente pelo prazer em vê—la gaguejar, balbuciar palavras indecifráveis e ficar com as bochechas vermelhas nesse processo por causa da raiva tamanha que sentia por não conseguir se comunicar como uma pessoa normal.

Ao conhecer Samantha, isso mudou um pouco.

Desde que Karina se mudara, no final da tarde, Samantha sentava ao seu lado no banco do parque que tinha em frente ao prédio em que moravam e a observava desenhar. Ela não entendia absolutamente nada dos desenhos da morena, mas sabia que ela possuía talento. No começo, puxava alguns assuntos, sendo ignorada. Com o decorrer dos dias, Karina começou a responde-la escrevendo no caderno que usava para desenhar. Ela gostava da companhia de Samantha, mas tinha medo de abrir a boca para tentar dizer algo e a loirinha sem papas-na-língua também entrar para a lista de pessoas que faziam chacota dela. Demorou um tempo para que Karina conseguisse dizer uma sentença completa que fizesse sentido e, quando conseguiu, Samantha organizou uma pequena festa com todas as bobeiras que a amiga gostava de comer.

Aos poucos Samantha começou a introduzi-la em seu círculo de amizade, sempre pedindo para que os amigos tivessem pelo menos da metade de paciência que teve para que Karina conseguisse se sentir mais à vontade. Isso ajudou com que Karina melhorasse em sua comunicação. Sempre que ela se sentia à vontade com as pessoas ou com o assunto conseguia formular nem que fosse uma única frase coesa.

Por isso que ser expulsa da escola por ter roubado as respostas da prova de física não condizia com a Karina que Donna criara por 17 anos. A mãe sabia que a filha jamais faria uma coisa dessas. Karina era excelente com números, sempre tirava nota máxima em todas as provas e trabalhos. Mas a garota não teve a capacidade para se defender. A verdade era que Karina nem tentou. Estava cansada da escola, dos colegas de classe e eles a incriminarem por algo somente por ela ser “diferente” foi o ápice para que ela convencesse Paul a não fazer absolutamente nada para mudar o quadro de sua expulsão.

Naquele dia ambos os pais viram o quanto a filha não estava feliz e deixaram com que ela escolhesse o tipo de educação que teria dali em diante.

Karina desceu do ônibus no sinal vermelho e foi correndo o restante do caminho até a escola. Da esquina ela ouviu o primeiro sinal, acelerando mais ainda a corrida. Paul conseguiu fazer com que o motivo de sua mudança de escola permanecesse em segredo, mas alunos que chegam atrasados em seu primeiro dia de aula viram motivo de fofoca da mesma forma. Karina queria continuar sendo invisível. Escolhera a mesma escola que Samantha estudava por saber que a amiga poderia lhe proporcionar isso – e também por conhecer alguns dos amigos que com o tempo viraram seus amigos também.

O segundo sinal bateu no mesmo instante que Karina pisou no terreno da escola e, em consequência de sua pequena maratona, ela acabou trombando em alguém, derrubando no chão os livros que a pessoa carregava.

Imediatamente Karina abaixou para pegar os livros, tendo a mesma ideia que a dona deles. As mãos acabaram se tocando e Karina sentiu uma pequena corrente elétrica percorrer todo o seu corpo. Ao virar-se para ver quem era a dona daquelas mãos tão macias e que fez com que o seu corpo respondesse ao toque como nunca havia respondido antes, Karina deu de cara com os olhos azuis mais vivos que já vira em seus 17 anos. Olhando para aquele par de oceanos a morena teve a certeza que poderia se afogar ali e nem ao menos ia se importar de pedir socorro.

— E-e-e-e… – ela ajeitou os olhos irritada por não conseguir formular uma frase por causa da mistura da sua timidez com o nervosismo.

— Está tudo bem. – a garota respondeu com um tom de voz doce.

As duas levantaram-se no mesmo instante, cada uma segurando um livro. Foi nesse momento que Karina teve a confirmação de que amor a primeira vista não era somente algo que um romântico inventou.

A dona das mãos macias poderia ser facilmente confundida com um anjo. Seus traços leves juntamente com seu curto cabelo loiro faziam com que ela parecesse um ser celestial. O sorriso doce e sincero fiz com que o coração de Karina batesse de forma descompensada dentro de seu peito. Não era segredo para ninguém que a conhecia a atração que sentia por garotas, mas o que sentiu quando viu aquela menina passou longe de ser somente uma atração. Karina estava encantada, extasiada, admirada, ela queria saber absolutamente tudo sobre a dona daqueles olhos azuis, embora vivesse em uma realidade diferente na qual ela sabia que isso seria quase que humanamente impossível.

— E-e-e… – ela balbuciou mais alguma coisa que nem ela mesma entendeu o que estava querendo dizer e estendeu o livro para a garota. – M-m-m…

— Obrigada. – a garota respondeu pegando o livro das mãos de Karina. – E está tudo bem, sério. – ela acenou para uma garota morena que estava a alguns metros de distância delas. – Com licença.

Karina simplesmente observou a garota se distanciar enquanto ajeitava os óculos. Tinha consciência de que não ia conseguir formular uma única frase, embora quisesse, embora tivesse tentado, mas para que se dar ao trabalhado?

— Rebecca Mitchell. – Samantha disse passando o braço pelos ombros da amiga. – Você poderia ter esbarrado em uma que não presta. – ela continuou enquanto se direcionavam para a entrada da escola. – Começou com o pé direito, Prince.

E terminaria com o pé esquerdo.

Atualmente

— Me desculpa! – Karina recolheu rapidamente todos os papéis que estavam no chão. – Queria dizer que normalmente eu não sou tão desastrada assim… Merda! – ela exclamou ao ver que também havia manchado toda a blusa social azul de Rebecca. – Você pode…

— Não se preocupe. – respondeu Rebecca com o mesmo doce sorriso que durante todos esses anos continuou guardado na cabeça de Karina. – Se não fosse você que tivesse derrubado o café em mim, antes de chegar a minha sala, eu teria derrubado. Acredite.

— De qualquer forma… – Karina entregou as pastas para Rebecca. Estava rolando um misto de emoções dentro de si, mas a que ela conseguia distinguir bem era a felicidade. Estava feliz por conseguir se comunicar perfeitamente bem – na medida do possível – com Rebecca. – Você pode me mandar a conta da lavanderia. É o mínimo que eu posso fazer.

— De verdade, não precisa. – ela respondeu simpaticamente sem desaparecer com o sorriso de seu rosto. Como depois de todos esses anos ela continuava com a mesma fisionomia de um ser angelical? Os olhos cheios de vida continuavam ali. A doçura e simpatia também eram a mesma. O tempo não havia feito mal algum a ela. – Eu também tenho desconto na lavanderia. Outro dia fizeram milagre com um vestido que eu não deveria ter derrubado uma garrafa de vinho nele. Provavelmente, eu estaria morando debaixo da ponte caso não tivessem feito. – disse em um tom descontraído, terminando a frase com uma risadinha.

Karina sorriu, apreciando o som da risada de Rebecca. Embora tentasse, não conseguia tirar os olhos da loira e muito menos controlar o seu coração. Imaginou muitos cenários para o reencontro, a forma como iria se comportar e até mesmo o que iria dizer, mas sempre achou que isso nunca aconteceria – ou uma parte de si queria que nunca acontecesse por Rebecca Mitchell ser passado. Talvez seria mais seguro daquela forma, porém ali estava o debochado do universo lhe proporcionando aquele reencontro.

— Eu estou atrasada, então eu vou… – Rebecca apontou para o elevador, dando pequenos passos em direção a ele.

— Eu também estou atrasada… – Karina respondeu, seguindo os passos da loira. – Você tem certeza que… – ela segurou a porta do elevador que acabara de chegar no andar. Observou Rebecca desejar “bom dia” para algumas pessoas que saíram e outras que também entraram no elevador. – Você tem certeza que não quer que que pague a conta da lavandeira? – Karina completou a pergunta assim que a porta o elevador se fechou.

— Absoluta! – Rebecca sorriu. – Quando nos esbarrarmos de novo, você pode me pagar um café. Que tal? – Karina franziu o cenho, em dúvida se havia ouvido certo. Ela assentiu por não conseguir formular uma resposta no momento. Embora conseguisse levar uma conversar por horas agora, algumas vezes seu cérebro ainda entrava em curto—circuito, mas nada que a irritasse como antes. – Tenha um bom dia. – Rebecca desejou saindo do elevador.

— Ainda bem que chegou algumas blusas da lavanderia hoje. – Camille, a secretária de Rebecca disse ao vê-la saindo do elevador. – Será que vai ter uma semana que você não vai derrubar café na roupa?

— Eu duvido. – ela respondeu deixando com que a secretária pegasse algumas pastas que estavam em sua mão. – Mas, em minha defesa, não fui eu que derrubei café em mim dessa vez. Fui atropelada no saguão.

— Só mais um dia normal na vida de Rebecca Mitchell. – Camille disse em um tom divertido enquanto seguia os passos de Rebecca até o escritório. – Sua entrevista das 10 está atrasada.

— Graças a Deus! – Rebecca exclamou parada na entrada da sala. – Que cor? – referia-se as blusas que ela sabia que estavam penduradas no banheiro de seu escritório.

— A vinho.

— Obrigada. – sorriu reforçando o seu agradecimento e fechou a porta do escritório.

— Tenha um bom dia. – Karina finalmente respondeu. Só então ela percebeu que estava segurando o elevador mais tempo do que deveria e que o andar que Rebecca desceu era o seu andar também. – Merda! – exclamou saindo do elevador. – Merda! – repetiu olhando para o elevador atrás de si e, consequentemente, esbarrando na secretária de Rebecca. – Oh meu Deus! Me desculpa! – ela pediu segurando nos braços da mulher negra de cabelos cacheados. – Ainda bem que você não está segurando um copo de café.

— Então, foi você… – Camille apontou para trás de si, ligando os pontos por causa do que acabara de ouvir de Rebecca. – Você é a entrevista das 10 horas, certo?

— Sim! – Karina respondeu com uma animação fora do comum para quem estava atrasada para a entrevista. Efeitos que o nervosismo ainda causava. Ela pigarreou, tentando se controlar e adquirir uma pose mais séria. – Entrevista com a Elisabeth Miller.

— Bom… – a secretaria virou-se, dando de costas para Karina. – Isso vai ser divertido. – sussurrou para si mesma. – Por favor, espere aqui. – ela apontou para três cadeiras brancas que ficavam ao lado de uma sala com as paredes de vidro. – Ela já vai te atender.

— Obrigada. – disse Karina sentando-se. A secretária assentiu com um sorriso e voltou para sua mesa.

Ainda tentando controlar seu nervosismo, Karina passou diversas vezes as mãos em sua calça social. Ela já tinha ido em diversas entrevistas desde que havia pedido demissão do seu antigo emprego, mas não chegara atrasada em nenhuma delas. Dar-se conta de sua irresponsabilidade em chegar atrasada a uma entrevista que sua melhor amiga tinha conseguido era motivo o suficiente para fazer suas mãos transpirarem.

— Pode entrar. – Camille avisou após alguns minutos.

Karina assentiu em forma de agradecimento e tomou um pouco de ar no instante que se levantou. Ela ajeitou a roupa somente por ajeitar, sabia que não tinha nada de errado com suas vestimentas, caminhou os passos que a separavam do escritório de Elizabeth e deu uma batida na porta de vidro antes de entrar na sala.

Ela teve a certeza que não possuía nenhum tipo de problema cardíaco ao entrar na sala e, ao invés de dar de cara com Elisabeth, ter dado de cara com Rebecca. Uma parte do seu cérebro entendeu que a loira trabalhava naquele andar no instante em que ela saiu do elevador, mas a outra parte não entendeu que isso significava que elas poderiam se esbarrar sempre, caso ela conseguisse o emprego, claro.

— Karina Prince. – Rebecca disse o nome com a atenção voltada ao currículo da morena. – Espero que você não tenha vindo se oferecer novamente para pagar a conta da lavanderia.

— Eu não… Eu não… – Karina pigarreou, visivelmente desconsertada com aquele segundo encontro em um único dia. – Você não é a Elisabeth.

— Não, eu não sou. – Rebecca sorriu, achando adorável o desconserto da morena em sua frente. Conseguia ouvir até o seu próprio coração batendo mais rápido por causa disso. Da mesma forma que ele havia batido quando as mãos se tocaram no saguão. – Eu sou Rebecca Mitchell, a sócia dela. – apresentou-se sem fazer a mínima ideia de que Karina sabia muito bem quem ela era. Ela fez sinal para que a morena se sentasse. – Eu estou impressionada com o seu currículo. – disse observando Karina sentar-se em sua frente. – E com tudo que encontrei no Google sobre você. – sorriu com o canto do rosto, cruzando as pernas. — Mas eu tenho uma duvida…

— Como que eu consegui construir um prédio torto? – Karina a interrompeu, acreditando que essa seria a pergunta que Rebecca iria fazer. Todos faziam essa pergunta.

— Não. Eu sei que você não construiu um prédio torto. – Rebecca respondeu com muita convicção em seu tom de voz. – Homens com o ego frágil que não conseguem ouvir a opinião de uma mulher mais nova no ramo e muito mais experiente que eles construíram um prédio torto. Você só levou a culpa.

Karina franziu o cenho, surpresa com o que ouvira. Em todas as entrevistas que fora nos últimos dias ninguém acreditava no fato dela não ter construído o prédio torto em Los Angeles e quando ouviam sua versão da história, ainda assim acreditavam que ela tinha uma parcela de culpa.

— Eu quero saber o motivo de você ter trancado a Columbia University e ter ido estudar em Stanford.

— Ah… Isso! – Karina ajeitou-se na cadeira, desconfortável com a pergunta. Antes tivesse sido questionada sobre o prédio torto. – Problemas pessoais. – limitou-se a dizer.

Rebecca percebeu o desconforto da morena em sua frente com o assunto, portanto resolveu que não iria insistir.

— Eu não quero uma engenheira que trabalhe para mim, eu quero uma engenheira que trabalhe comigo. – Rebecca começou dizendo. – Quando arquitetos e engenheiros trabalham juntos, realmente juntos, não existe a menor possibilidade de construírem um prédio torto. A não ser que os dois sejam muito ruins em seus trabalhos. – concluiu em um tom divertido, arrancando uma risada de Karina. O som da risada da morena fez com que ela risse também. Mais que isso, fez com que Rebecca se perdesse por alguns segundos naquele lindo sorriso com duas covinhas quase que imperceptíveis, uma em cada lado da bochecha de Karina. — Você aceita trabalhar comigo?

— Simples assim? – Karina indagou um pouco desconfiada.

— Simples assim. – Rebecca deu de ombros, levantando-se de sua poltrona. – Decepção maior do que o meu último engenheiro você não vai causar. – ela deu a volta na mesa, parando de frente para Karina. – E eu gostei de toda a pesquisa que eu fiz. – sorriu de uma forma doce, causando um leve arrepio em Karina. Como poderia continuar apaixonada por aquele sorriso mesmo depois de todos esses anos? Iria se questionar isso sempre. – Então…? – estendeu a mão direita para a morena.

Karina encarou a mão de Rebecca por alguns instantes, ponderando a proposta.

O que o universo estava tentando lhe dizer com aquela proposta de emprego? O que o seu terapeuta diria sobre aquilo? Teoricamente, ela não precisava mais dele. Foram 8 anos de terapia. Suas habilidades em comunicação interpessoal haviam melhorado em 100%. A crise que teve no passado não tinha absolutamente nada a ver com Rebecca. Pelo contrário, não conseguir se comunicar com ela foi o seu pedido de socorro. Agora Karina conseguia se comunicar com qualquer pessoa, especialmente com a pessoa que lhe causou uma crise. Nada parecido com o que houve no passado aconteceria novamente, ela tinha certeza absoluta disso. Portanto, levada por essa certeza, ela apertou a mão de Rebecca.

— Eu aceito.

Bruna Cezario

Aquela que dorme demais, come demais, fala demais, é fangirl demais, assiste séries demais, shippa demais, faz as pessoas sofrerem com suas histórias demais, farofa demais e tem dinheiro de menos. Prazer!

2 comentários em “Romântica Anônima: Capítulo 2 – Simples assim?

  • Janeiro 8, 2018 em 10:26 pm
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    Eita, que já adorei a história!! Levezinha e gostosa de ler… O que virá desta parceria? Ansiosa pra saber…
    Continua mandando muito bem, garota! 😉

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    • Janeiro 9, 2018 em 5:06 pm
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      aaaaaaaa Feliz demais que gostou. Logo mais vai saber o que vai sair dai. Obrigada ❤️

      Resposta

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